quarta-feira, 20 de outubro de 2010

A day in the dust


Faz um ano daqui a nada e estava eu preparado para a minha primeira, e achava eu, unica Baja, só que passado um ano cá estou eu outra vez... a preparar-me para a segunda.
Não sei o que me dá mais prazer, se os 400km em si, feitos de uma tirada, ou se todos o meses que passei a preparar-me. Gosto de todo o processo, de pensar os detalhes que fazem a mota, de me preparar a mim, fisica e psicologicamente, para um dia longo e estremamente cansativo.
Do ano passado para cá mudei de mota, a anterior era uma veterana de muitas guerras, conhecida por ser robusta e fiavel, que poucas modificações tinha, além de algumas tentativas de afinação, docil e que perdoava muitas coisas. A senhora que me acompanha desta vez é diferente, muito mais temperamental, já parti umas quantas coisas com ela, e pouco dada a perdoar erros, exige toda a concentração e não pensar em mais nada. Foi evoluida para se ajustar a minha maneira de conduzir e contém tudo o que aprendi o ano passado, com os erros, com o que li, com todas as pessoas que falei, esta quase quase pronta e não consigo disfarçar que me sinto feliz com o que a transformei.
Sendo isto uma actividade inutil que pouco faz pela salvação do país, ou do mundo, a mim diz-me muito e chega a ser dificil po-lo por palavras.
Pode dizer-se que é um exercicio de superação pessoal, desafio ou lá o que seja. Para mim e na verdade... gosto daquilo, já achei que era pela liberdade da pista aberta, pelo superação, por uma infinidade de razões. A verdade verdadinha é que gosto e na verdade, como para todas as paixões, não tem de haver uma razão gosta-se e pronto.
O ano passado o objectivo era terminar, e consegui à primeira, este ano não é tão definido, quero fazer um tempo melhor... mas é só. Com 40 primaveras já vou estar na classe de veteranos e isso em si também tem alguma piada, corro com tipos que nesta idade já deviam ter juizo... mas não têm.
Dias 29 e 30 lá vou eu outra vez pela planicie alenteja fora...

terça-feira, 12 de outubro de 2010

So, Im still alive


O coração ainda funciona, pernas e braços também, tirando a parte de dentro da cabeça esta tudo mais ou menos em forma.

Pelos dias que correm estou em Barcelona, gosto de cá bastante de cá estar. É uma hora e pouco de voo de Lisboa e volto ao fim de semana. O trabalho corre com mais ou menos soluços e até ja me consegui habituar a por uma certa distancia dos problemas e das pessoas. Para isto contribuiu, em muito, o aprender a estar calado. Gosto da calma e aprendi a apreciar a relativa paz disto tudo.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Monday

Just give me my caffeine and nobody gets hurt!

domingo, 27 de junho de 2010

The rearview

Estar num quarto de hotel perdido no meio de lado nenhum, sem colegas ou gente conhecida, sozinho, dá-me o espaço para olhar para em volta. Tenho uma put@ de uma pontaria para ver o que não quero.
A alguns anos atrás, quando dei um assunto por encerrado, ficou claro para mim que as coisas são o que são. Os maratonistas chamam-lhe a parede, definida como algo invisivel, inultrapassavel, que por muita força que se tenha, quando encontrada, impede ir mais além. É junto dessa parede que se pára, desiste, é onde terminam muitas viagens. Se levantar os olhos sei que a vou ver.
O que disse nesse dia prende-me a um destino. E o que me passa a frente dos olhos nesta altura é o que defini como a linha a qual não ia passar. Agora senti-lhe a presença, num olhar reconheci um caminho, no qual tenho a certeza que não vou entrar, e ao qual basta ver que esta lá para não querer saber de mais nada.
Os tempos são diferentes, uma calma estranha percorre-me o corpo, como se conseguisse ver a parede. A vontade de mandar a parede abaixo, contudo, foi-se.
Estou só cansado de lutar?
Não sei bem.
Certo é que me sabe bem este lugar agora.

E agora? Agora não sei... na verdade nunca se sabe.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

A conclusion is the place where you got tired of thinking.

Penso muito, demais como é obvio, para o meu próprio bem penso demais. Este fim de semana foi passado em entre Cincinnati e as Smoky, no meio de um trilho, tão bonito como inclinado tive uma espécie de catartese. Tou farto de pensar. Tou farto de olhar e ver o que não quero, não vou dizer que tenha tido vontade de desistir, foi só de me sentar e não me mexer... aí durante uns meses. Será que ser feliz passa por uma forma de "ignorance is bliss"?

Depois a Maria pôs isto no blog dela... impossivel ficar indiferente.

Head is running again... thanks Nick

sexta-feira, 18 de junho de 2010

I work here - The midwest

A entrada dos escritorios onde trabalho este sinal, animador não? anda tudo armado até aos dentes e depois não se pode ir para o escritorio ter uma reunião de Colt 38 ao lado do pc... parece impossivel, o oeste já não é o que era.
Tenho-vos a dizer que isto é mais giro aqui do que parece daí, é bonito, arrumado, quente, humido, organizado e cheio de arvores.
Depois de algum tempo soube bem voltar à estrada, conhecer lugares novos e, sobretudo, viagar sozinho apazigua-me o espirito. A distancia fez-me voltar a recuperar alguma calma interior, voltar sentir alguma especie de equilibrio interior é sempre bom.
Sempre achei que um dia ia deixar o meu país, a viagem levar-me ia a um lugar qualquer, perdido algures, onde niguém soubesse o meu nome, onde isso não fosse sequer importante. Aqui, e agora, assemelha-se muito a esse lugar.